Introdução
Na última divulgação da Sondagem Indústria da Construção, realizada pela CNI em parceria com a CBIC, o setor revelou um declínio acentuado em agosto. O índice de desempenho, que mediu a atividade do setor, caiu 2,6 pontos, passando de 47,3 para 44,7, ficando 2,9 pontos abaixo da média mensal.
Desenvolvimento
O enfraquecimento também se refletiu na utilização da capacidade operacional, que diminuiu de 66% para 65%. Embora tenha caído um ponto percentual, a taxa permanece acima da média histórica de 63% para o mês.
O emprego no setor sofreu um recuo de 2,5 pontos, de 48,3 para 45,8, marcando o menor valor registrado para agosto desde 2017 e 0,7 ponto abaixo da média. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribui a tendência a juros elevados, custos crescentes e um ambiente de incerteza, sobretudo com as eleições se aproximando.
As expectativas para os próximos seis meses também pioraram, com os quatro indicadores principais recuando: número de empregados (48), nível de atividade (47), novos empreendimentos e serviços (46,1) e compras de insumos (45,8). Todos ficaram abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando projeções de queda nas variáveis.
A intenção de investimento despencou 2,7 pontos, de 42,4 para 39,7, atingindo o menor nível de setembro desde 2019. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Construção também caiu 1,7 ponto, de 47,2 para 45,5, refletindo pessimismo nas condições atuais e nas perspectivas econômicas.
Confiança dos empresários
O ICEI de construção registrou queda de 1,7 ponto em setembro, sinalizando que os empresários enxergam um cenário mais adverso tanto no presente quanto no futuro próximo.
Sobre a pesquisa
A edição de setembro contou com a participação de 313 empresas entre os dias 1º e 11 de setembro, distribuídas em 120 pequenas, 128 médias e 65 grandes.