Introdução
Em um dos maiores encontros de educação profissional do planeta, a delegação brasileira brilhou na WorldSkills Shanghai 2026, levando o país ao segundo lugar na classificação geral por pontos. O resultado, que inclui duas medalhas de prata, seis de bronze e 29 medalhas de excelência, reflete o esforço coletivo de 71 atletas provenientes do SENAI e do SENAC.
Desenvolvimento
O evento, que ocorreu entre os dias 23 e 26 de setembro, reuniu cerca de 1,4 mil competidores de 70 nações em 64 ocupações distintas. A cerimônia de encerramento, realizada no último domingo (27), na Mercedes‑Benz Arena de Xangai, foi palco da entrega das medalhas.
O Brasil saiu com oito medalhas de mérito: duas de prata em Tecnologia da Moda e Integração de Sistemas Robóticos, e seis de bronze em Fresagem CNC, Sistemas Drywall e Estucagem, Robótica Autônoma, Indústria 4.0, Design Industrial e Energias Renováveis. Além disso, 29 competidores foram agraciados com medalhas de excelência, reconhecendo performances acima da média em suas respectivas áreas.
Entre os medalhistas de prata, destaca‑se Myllena Vitória de Arruda Nogueira, que venceu em Tecnologia da Moda. Em Integração de Sistemas Robóticos, Alexandre Isaque Almeida Rodrigues e Bruno Gabriel Soares de Oliveira também levaram a prata. No grupo de bronze, Alisson Gabriel Genova de Oliveira brilhou em Fresagem CNC, enquanto Guilherme Rodrigues Lunardi conquistou a medalha em Sistemas Drywall e Estucagem.
Os 29 medalhistas de excelência incluem nomes como Gustavo Carvalho Santos (Mecânica Industrial), Luiz Fernando Barbosa Santos (Sistemas de Rede TIC), e Renan Gabriel Bernardes Coêlho (Desenvolvimento de Aplicativos Móveis), entre outros, demonstrando a amplitude de competências que o Brasil desenvolve em educação profissional.
Para os atletas, a conquista foi fruto de anos de preparação intensa. Myllena Vitória de Arruda Nogueira descreveu a medalha como “resultado de três anos de treinamento, trabalho duro e representação do Brasil”. Alexandre Isaque Almeida Rodrigues enfatizou a dedicação de quase três anos, com treinos de oito a doze horas por dia nas semanas que antecederam o mundial. Alisson Gabriel Genova de Oliveira contou que passou três anos produzindo mais de 300 peças para se qualificar para a competição internacional.
Resultado de anos de treinamento
Os depoimentos dos medalhistas evidenciam o compromisso dos atletas e das instituições de ensino técnico. A presença de 71 competidores, a maior delegação brasileira já enviada à WorldSkills, demonstra o investimento contínuo em capacitação profissional no país.
Conclusão
A performance brasileira em Shanghai reforça a posição do Brasil como um dos principais polos de educação profissional na América Latina. O segundo lugar na classificação geral, apenas atrás da China, destaca a eficácia dos programas do SENAI e do SENAC em preparar jovens para desafios globais. A próxima edição da WorldSkills, prevista para 2028 em Aichi, no Japão, já está em vista, e o Brasil pretende continuar sua trajetória de sucesso, investindo ainda mais em treinamento e inovação nas áreas de tecnologia e indústria.
VEJA MAIS: