O dólar comercial encerrou a sessão de segunda-feira (28) em alta de 0,83%, cotado a R$ 5,22.
O movimento se iniciou na manhã, quando a moeda americana já havia atingido R$ 5,21, refletindo as tensões geopolíticas no Oriente Médio e o impasse nas negociações com o Irã. A busca global por ativos de proteção impulsionou a valorização do real frente ao dólar.
O cenário de cautela também influenciou o mercado de commodities, com o petróleo Brent ultrapassando a marca de US$ 108 antes de ser negociado a US$ 106, registrando alta de 1,6%. No âmbito internacional, o dólar ganhou força, elevando o índice DXY para 101,21 pontos.
As taxas dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) subiram, com o papel de 10 anos atingindo 5,237% e o de 2 anos 4,928%. A elevação dos juros americanos atrai capital para a renda fixa norte‑americana e diminui a atratividade dos mercados emergentes, especialmente na América Latina.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou a sessão em 101,17 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,94, mantendo-se estável em relação ao real.
Cotações cruzadas
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1914 | 0,1682 | 0,1443 | 30,1156 | 0,1592 | 0,2713 | 0,2726 |
| USD | 5,2257 | 1 | 0,8794 | 0,7547 | 157,38 | 0,8321 | 1,4175 | 1,4252 |
| EUR | 5,9470 | 1,1370 | 1 | 0,8581 | 178,95 | 0,9461 | 1,6117 | 1,6206 |
| GBP | 6,9256 | 1,3251 | 1,1653 | 1 | 208,54 | 1,1025 | 1,8782 | 1,8886 |
| JPY | 0,0332 | 0,0064 | 0,0056 | 0,0048 | 1 | 0,5287 | 0,0090 | 0,0091 |
| CHF | 6,2801 | 1,2019 | 1,0570 | 0,9070 | 189,15 | 1 | 1,7038 | 1,7130 |
| CAD | 3,6863 | 0,7054 | 0,6203 | 0,5324 | 111,03 | 0,5869 | 1 | 1,0056 |
| AUD | 3,6683 | 0,7017 | 0,6171 | 0,5295 | 110,42 | 0,5838 | 0,9945 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Para os investidores brasileiros, a valorização do dólar e a elevação das taxas de juros nos EUA sinalizam uma tendência de fuga de capitais para ativos de renda fixa americana, o que pode pressionar ainda mais as moedas emergentes e impactar a inflação interna. A estabilidade do euro, entretanto, oferece uma alternativa de diversificação, embora seu nível de cotação permaneça elevado em relação ao real.