Fortaleza recebeu quase R$ 19,6 milhões no segundo decêndio de outubro de 2026, um repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que entra no caixa municipal sem vinculação específica de gasto, mas respeitando os percentuais mínimos constitucionais de aplicação em áreas como saúde e educação.
Posição entre os municípios cearenses
No rateio do FPM no Ceará, a capital ocupa a 1ª posição entre os 184 municípios do estado, consolidando-se como uma das maiores fontes de receita federal para a região. Essa posição reflete a combinação de sua população expressiva e dos coeficientes de distribuição calculados pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Recursos acumulados no período
Considerando os repasses já creditados em outubro, o município soma cerca de R$ 66,5 milhões em recursos do fundo no mês. Nos últimos doze meses encerrados em 20 de outubro, o total transferido a Fortaleza chega a R$ 1,83 bilhões.
Em comparação anual, o acumulado de janeiro a 20 de outubro de 2026 está em cerca de R$ 1,43 bilhões, frente aos R$ 1,30 bilhões no mesmo intervalo de 2025, representando um aumento de 9,85%. Esse crescimento demonstra a tendência de ampliação dos repasses federais à capital, reforçando a capacidade de investimento em infraestrutura e serviços públicos.
Origem e calendário dos repasses
O FPM é formado por parte do que a União arrecada com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os valores são divididos entre os municípios conforme coeficientes calculados pelo TCU, com base na população de cada cidade, e o dinheiro é liberado em três decêndios por mês, por volta dos dias 10, 20 e 30. Este crédito corresponde ao segundo decêndio de outubro.
Quando a data prevista para o crédito cai em fim de semana ou feriado, o depósito é antecipado para o dia útil imediatamente anterior, o que altera o calendário, mas não o valor devido a cada município.
O repasse de quase R$ 19,6 milhões reforça a importância do FPM como instrumento de redistribuição de recursos federais, permitindo que Fortaleza continue a investir em áreas críticas, sobretudo em saúde e educação, enquanto mantém a disciplina fiscal exigida pela Constituição. A posição de liderança no rateio estadual também destaca a necessidade de otimizar esses recursos para atender às demandas de uma população crescente e diversificada.