Boa Vista recebe quase R$ 9,8 milhões em repasse do FPM
No segundo decêndio de outubro de 2026, a capital de Roraima recebeu um repasse de quase R$ 9,8 milhões provenientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse valor faz parte das transferências constitucionais realizadas a cada dez dias pela União, entrando diretamente no caixa municipal sem restrição de destinação.
Capital roraimense lidera a distribuição estadual
Entre os 15 municípios de Roraima que receberam recursos neste período, Boa Vista ocupou a primeira posição. O cálculo do repasse é proporcional à população de cada cidade, o que coloca a capital à frente das demais localidades do estado na divisão dos recursos do fundo.
Acúmulo mensal e anual
Somando todos os créditos já efetuados em outubro, a cidade já acumula cerca de R$ 33,3 milhões provenientes do FPM. Nos últimos doze meses, até a data deste crédito, o total transferido a Boa Vista chega a aproximadamente R$ 914 milhões.
No recorte anual, a capital acumulou cerca de R$ 714 milhões entre 1º de janeiro e 20 de outubro de 2026, comparado a R$ 650 milhões no mesmo período de 2025, representando uma variação de 9,85 %.
Como funciona a distribuição do FPM
O FPM é composto por parte da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Os coeficientes de cada município são definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) com base em estimativas populacionais do IBGE. Os valores são liberados em três decêndios por mês, em torno dos dias 10, 20 e 30 – sendo este o segundo repasse de outubro.
Quando a data prevista para o crédito cai em fim de semana ou feriado, a transferência é antecipada para o dia útil anterior.
Conclusão
O repasse de quase R$ 9,8 milhões reforça a importância do FPM como fonte de recursos para a administração municipal de Boa Vista. A posição de liderança na distribuição estadual demonstra a relevância da capital no contexto roraimense, enquanto o crescimento anual de quase 10 % no montante acumulado indica uma tendência de fortalecimento das finanças públicas locais. Essa dinâmica reforça a necessidade de planejamento e gestão eficiente para garantir que esses recursos atendam às demandas da população de forma sustentável.