O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), saiu vitorioso no segundo turno das eleições estaduais, realizado neste domingo (25). Com 1.151.621 votos – equivalendo a 52,2% dos votos válidos – ele assumirá a governadoria a partir de 1º de janeiro de 2027.
O atual governador, Ricardo Ferraço (MDB), foi derrotado com 1.056.026 votos, representando 47,83% dos votos válidos. Entre os eleitores, foram registrados 64,9 mil votos brancos (2,7%) e 132,8 mil votos nulos (5,5%). A abstenção atingiu 581,9 mil eleitores, ou 19,5% do eleitorado apto a votar.
Lorenzo Pazolini, natural da capital capixaba, tem 44 anos e já atuou como deputado estadual e delegado de polícia. Seu histórico político inclui o mandato como prefeito de Vitória, o que reforça sua experiência em gestão pública.
Primeiro Turno
No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Pazolini liderou a disputa com 1.048.633 votos, correspondendo a 49,65% dos votos válidos. Ferraço ficou em segundo lugar com 719.397 votos, ou 34,06% dos válidos. Como nenhum candidato alcançou a maioria absoluta – mais de 50% dos votos válidos – o Espírito Santo foi um dos seis estados que avançaram para o segundo turno.
O cenário político do estado revela uma polarização acentuada, evidenciada pela alta porcentagem de votos brancos e nulos. O fato de o eleitorado ter deixado quase 20% de seus membros em abstenção pode indicar ceticismo em relação aos candidatos ou insatisfação com o sistema político atual. A vitória de Pazolini, portanto, traz consigo a expectativa de mudanças nas políticas públicas, especialmente em áreas de infraestrutura e segurança, onde ele possui experiência prévia.
Com a posse marcada para o próximo ano, os gestores e a população capixaba aguardam as propostas de Pazolini, que deverão ser avaliadas em relação ao legado de Ferraço e ao cenário econômico do estado. A transição de poder, se conduzida de forma transparente, pode representar um ponto de virada na administração estadual, influenciando diretamente a qualidade de vida dos cidadãos e a eficiência dos serviços públicos.