O segundo turno de 2026 traz mais eleitores às urnas
Em uma reviravolta histórica, o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 registrou uma redução de 1,9 ponto percentual na abstenção, o que se traduz em cerca de 3 milhões de eleitores a mais participando da votação. A queda foi observada em 18 das 27 unidades da Federação, enquanto nove estados apresentaram aumento no índice de ausências.
Queda mais expressiva em três estados
Bahia liderou o ranking nacional com uma diminuição de 3,26 pontos percentuais, seguida de Pernambuco, com 2,99 pontos, e São Paulo, que registrou 2,73 pontos percentuais. Outros estados que também experimentaram queda significativa incluem Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Sete estados do Norte registram aumento da abstenção
Em contraste, o Norte apresentou crescimento em todas as suas unidades: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins. A Amapá liderou com um salto de 8,06 pontos percentuais, seguida de Roraima (6,03) e Acre (5,65). Os demais estados tiveram aumentos de 1,51 (Amazonas), 1,22 (Pará), 0,89 (Tocantins) e 0,21 (Rondônia).
Queda histórica supera resultado de 2022
O descenso de 1,9 ponto percentual em 2026 ultrapassa em quase quatro vezes o recorde de 2022, quando a abstenção caiu apenas 0,5 ponto percentual entre os turnos. Até então, todas as eleições presidenciais com segundo turno apresentaram aumento de ausências na votação decisiva.
Nordeste concentra as maiores quedas de abstenção
Além de Bahia e Pernambuco, o Nordeste se destacou com reduções notáveis: Rio Grande do Norte (2,32), Paraíba (1,84), Ceará (1,63), Sergipe (1,59) e Alagoas (0,55). Maranhão e Piauí foram as únicas exceções na região, com aumentos de 0,63 e 0,04 pontos, respectivamente.
Sudeste, Sul e Centro-Oeste também mostram queda
No Sudeste, São Paulo (2,73), Minas Gerais (2,48), Espírito Santo (1,9) e Rio de Janeiro (1,7) reduziram a abstenção. No Sul, Paraná (2,53), Rio Grande do Sul (2,19) e Santa Catarina (1,99) apresentaram queda. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul liderou com 2,63, seguido por Distrito Federal (1,6), Goiás (1,49) e Mato Grosso (1,25).
O que explica a mudança no comportamento dos eleitores?
Especialistas apontam que a crescente mobilização nas redes sociais, o fortalecimento de campanhas de engajamento e a percepção de que o segundo turno pode alterar decisivamente o futuro do país motivaram mais brasileiros a comparecer. A presença de candidatos com propostas mais claras e a intensificação de debates sobre temas urgentes, como economia e segurança, também contribuíram para o aumento da participação.
Conclusão: um sinal de fortalecimento da democracia
O fato de mais eleitores terem ido às urnas no segundo turno de 2026 indica um fortalecimento do compromisso cívico no Brasil, contrariando o padrão histórico de aumento de abstenção nas votações decisivas. Se esse cenário se manter nas próximas eleições, pode representar um avanço significativo para a consolidação da democracia no país.