Aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em todo o país
Segundo o último boletim do InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o país enfrenta um aumento contínuo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo o país. De acordo com o levantamento, o avanço das notificações entre crianças pequenas está associado principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto nas demais faixas etárias o crescimento dos casos tem sido impulsionado pela influenza A.
Segundo o InfoGripe, todas as unidades da federação, com exceção de Rondônia, apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Em 18 estados, o boletim também identificou tendência de crescimento de longo prazo: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Pará, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
Entre as capitais, 16 registram atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Natal (RN), Palmas (NA), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).
VSR e Influenza aumentam hospitalizações
A atualização do boletim mostra que os casos de SRAG associados ao VSR seguem em alta na maior parte dos estados do Nordeste e no centro-sul do país. Na Região Norte, o Pará apresenta tendência de crescimento das hospitalizações relacionadas ao vírus, alcançando uma incidência considerada extremamente alta.
Nos demais estados do Norte, assim como no Distrito Federal e em Goiás, os casos graves provocados pelo VSR permanecem estáveis ou em queda. O boletim também revela que as internações por influenza A continuam crescendo no Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins. Nos demais estados, a tendência é de queda ou estabilização.
Prevalência dos vírus
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
- 24,5% de influenza A
- 4,4% de influenza B
- 44,5% de VSR
- 24,4% de rinovírus
- 2,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
- 51,8% de influenza A
- 4% de influenza B
- 11,4% de VSR
- 15,4% de rinovírus
- 11,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca a importância da vacinação diante do aumento da circulação da influenza A e do VSR. “E mesmo com a baixa circulação da Covid-19, também é importante que a população de risco esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra o vírus, já que ele ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos”, complementa.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a situação é grave e que a população deve tomar medidas para se proteger. A vacinação é fundamental para evitar a disseminação da doença e proteger a saúde pública.