Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept

FolhaMG

Notícias de Minas Gerais de do mundo

Reading: Discussão sobre descarbonização do transporte marítimo reúne representantes do governo, indústria e setor produtivo (4)
Share
Font ResizerAa
Font ResizerAa

FolhaMG

Notícias de Minas Gerais de do mundo

Follow US
Cotidiano

Discussão sobre descarbonização do transporte marítimo reúne representantes do governo, indústria e setor produtivo (4)

Last updated: agosto 5, 2026 8:18 am
Divergente Importador
Published: agosto 5, 2026
Share
Discussão sobre descarbonização do transporte marítimo reúne representantes do governo, indústria e setor produtivo (4)
SHARE

Confederação Nacional da Indústria e Ministério da Defesa promovem debate sobre descarbonização do transporte marítimo

Na terça-feira (4), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Ministério da Defesa e a Bioenergia Brasil, realizou um encontro para discutir iniciativas e políticas públicas voltadas à redução das emissões de gases de efeito estufa na navegação. O objetivo é promover a competitividade da economia brasileira e ampliar oportunidades para os biocombustíveis nacionais.

Índice
Confederação Nacional da Indústria e Ministério da Defesa promovem debate sobre descarbonização do transporte marítimoBiocombustíveis como alternativa para descarbonizar a navegaçãoDesafios para conciliar sustentabilidade, inovação e competitividade

Representantes do governo, da indústria e do setor produtivo se reuniram para debater a descarbonização do transporte marítimo, que é responsável por aproximadamente 96% das mercadorias exportadas pelo país. A discussão é fundamental para o futuro da indústria brasileira, que precisa preservar a competitividade dos produtos nacionais no mercado internacional.

Para o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, a redução das emissões no transporte marítimo passa pela busca de alternativas ao uso dos combustíveis fósseis. “Esse evento trata de descarbonização de combustíveis marítimos através do emprego de biocombustíveis, juntamente com o combustível fóssil. Sabemos que, atualmente, o uso de combustível fóssil, motor e navegação marítima ocupam significativa magnitude no processo de transição energética global. Precisamos então encontrar alternativas ao seu uso, no sentido de reduzir a pegada de carbono nesse modal de transporte e, consequentemente, diminuir a emissão de carbono diretamente na atmosfera”, afirmou o ministro.

O comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, destacou a relevância estratégica do transporte marítimo para o comércio exterior brasileiro e a necessidade de políticas públicas voltadas ao setor. “97% das nossas trocas comerciais são realizadas por via marítima. Isso implica uma série de consequências que têm que estar na agenda política do país e devem gerar políticas públicas concernentes”, disse.

Biocombustíveis como alternativa para descarbonizar a navegação

Os biocombustíveis, especialmente o etanol brasileiro, foram apontados como uma das alternativas para descarbonizar a navegação. Representantes do setor defenderam que a expansão dos biocombustíveis pode contribuir para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na navegação e, ao mesmo tempo, ampliar a competitividade do Brasil em um mercado em transformação.

Para o CEO da Copersucar, Tomás Manzano, fatores geopolíticos influenciam o ritmo da transição energética, mas também tornam os biocombustíveis mais competitivos em relação aos combustíveis fósseis. “Que efeito a gente pode ter no desenvolvimento dessa solução desse mercado em função de questões geopolíticas? Eu diria que os efeitos são menos da direção, porque esta é uma indústria de difícil descarbonização, e mais da velocidade de escalar esta solução do presente para o futuro”, explanou.

Desafios para conciliar sustentabilidade, inovação e competitividade

Os especialistas também discutiram os desafios para conciliar sustentabilidade, inovação e competitividade no comércio marítimo internacional. A busca por maior eficiência energética e a necessidade de políticas públicas que preservem a competitividade do Brasil foram destacados como prioridades.

Para o Head de Vendas da Wärtsilä, Mario Barbosa, a busca por maior eficiência operacional já faz parte das estratégias adotadas pelo setor e pode potencializar os resultados da transição energética. “A gente sempre priorizou a eficiência energética para consumir menos combustível, trazer competitividade para os nossos clientes e também a questão de emissões. Então, quando você traz eficiência energética com novos combustíveis, o resultado é menos emissões de CO₂ e outros gases também”, enfatizou o head de vendas.

Na avaliação do Maritime Affairs Manager da Vale, João Arantes, as discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO) precisarão considerar as características do comércio exterior de cada país para evitar impactos sobre a competitividade. “Eu gostaria de pensar um aspecto aqui que é fundamental e que será decisivo para a competitividade do Brasil nas próximas décadas. São esses mecanismos econômicos que estão sendo discutidos na IMO para promover a descarbonização do transporte marítimo. A questão central é como garantir que esses mecanismos econômicos criados para reduzir emissões não acabem transferindo competitividade entre países por fatores que não estão relacionados à eficiência ambiental, mas à geografia, à distância dos mercados consumidores ou ao perfil das cargas transportadas”, pontuou o representante da Vale.

Share This Article
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Previous Article Norte é a região que menos investiu em saneamento básico no Brasil nos últimos cinco anos, aponta estudo Norte é a região que menos investiu em saneamento básico no Brasil nos últimos cinco anos, aponta estudo
Next Article Conheça 16 profissões que devem crescer na indústria até 2035 Conheça 16 profissões que devem crescer na indústria até 2035
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recent Posts

  • CNI: industriais projetam aumento da dívida bancária e crédito mais caro
  • GASTO BRASIL: despesas públicas estaduais do Sul já somam R$ 139,7 bilhões em 2026
  • Conheça 16 profissões que devem crescer na indústria até 2035
  • Discussão sobre descarbonização do transporte marítimo reúne representantes do governo, indústria e setor produtivo (4)
  • Norte é a região que menos investiu em saneamento básico no Brasil nos últimos cinco anos, aponta estudo

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.
© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

Powered by
►
Cookies necessários ativam recursos essenciais do site como logins seguros e ajustes de preferências de consentimento. Eles não armazenam dados pessoais.
Nenhum
►
Cookies funcionais suportam recursos como compartilhamento de conteúdo em redes sociais, coleta de feedback e ativação de ferramentas de terceiros.
Nenhum
►
Cookies analíticos rastreiam interações dos visitantes, fornecendo insights sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição e fontes de tráfego.
Nenhum
►
Cookies de publicidade entregam anúncios personalizados baseados em suas visitas anteriores e analisam a eficácia das campanhas publicitárias.
Nenhum
►
Cookies não classificados são cookies que estamos em processo de classificar, junto com os provedores de cookies individuais.
Nenhum
Powered by
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta