Prejuízos com eventos climáticos extremos superam R$ 785 bilhões nos últimos 13 anos
Os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos no Brasil nos últimos anos, causando prejuízos significativos aos municípios brasileiros. Segundo um levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), os prejuízos totais nos últimos 13 anos superam R$ 785,4 bilhões.
Entre os setores mais afetados, estão a infraestrutura pública, agropecuária e habitação. A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas, com R$ 458,3 bilhões ao longo dos últimos 13 anos. A região Nordeste concentrou 48% desse total, com R$ 270,6 bilhões em prejuízos.
De acordo com o levantamento, 95,1% dos municípios brasileiros foram atingidos ao menos uma vez por algum tipo de desastre entre 2013 e 2025. A seca, a estiagem e o excesso de chuvas estão entre os eventos climáticos com maior impacto sobre os municípios brasileiros no período analisado.
Entre 2013 e 2025, seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de situação de emergência ou calamidade pública. Já os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram 22,8 mil registros.
Mais de 3,2 mil mortes e 493,8 milhões de pessoas afetadas
Os desastres registrados no Brasil entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025 causaram 3.221 mortes. O ano de 2022 teve o maior número de vítimas, com 607 óbitos — o equivalente a 18,8% do total.
Além disso, os impactos dos desastres afetaram mais de 493,8 milhões de pessoas em todo o país. Os deslocamentos em larga escala também foram significativos, com cerca de 6,4 milhões de pessoas precisando deixar suas casas.
A Região Norte concentrou o maior número de pessoas desabrigadas, com 369.882 registros, o equivalente a 33,85% do total nacional.
Impactos econômicos e sociais significativos
Os prejuízos causados pelos eventos climáticos extremos têm impactos econômicos e sociais significativos. A perda de infraestrutura, a destruição de propriedades e a perda de vidas humanas são apenas alguns dos efeitos mais visíveis.
É fundamental que as autoridades públicas e os municípios brasileiros tomem medidas para mitigar os efeitos desses eventos e proteger as comunidades mais vulneráveis.