Indústria aponta redução de impostos e consolidação da reforma tributária como principais demandas para o próximo presidente
Às vésperas da corrida presidencial, a indústria brasileira está pressionando o governo para que implemente medidas que visem à redução de impostos e à consolidação da reforma tributária. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta segunda-feira (22), 29% dos empresários apontam essa agenda como prioridade para os próximos quatro anos. A redução dos impostos e a consolidação da reforma tributária aparecem no topo das demandas do setor empresarial para o próximo presidente, sendo consideradas fundamentais para a construção de um país mais competitivo e desenvolvido.
A pesquisa também revela que a indústria está pronta para fazer sua parte, mas precisa de um Estado que escolha induzir o investimento produtivo, planeje o desenvolvimento, fortaleça a produção e abra caminho para um Brasil mais próspero, inovador e de renda mais alta. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que a sociedade brasileira espera respostas para termos um país mais justo, com mais oportunidades e menos desigualdade, mas não pode conviver com riscos de manutenção de juros estratosféricos e excessos de gastos públicos.
Investimentos e juros
Em relação aos investimentos nos próximos quatro anos, 41% dos empresários pretendem manter o nível atual de aportes, enquanto 28% afirmam que pretendem ampliar os investimentos. Outros 9% projetam redução, e 20% disseram que não pretendem investir no período. A pesquisa também revela que a taxa de juros é uma preocupação para 72% dos industriais, e que a principal medida para permitir uma redução sustentável das taxas de juros no país é o corte de gastos para reduzir a dívida pública.
Demanda do setor industrial
A pesquisa da CNI também investigou quais devem ser as principais prioridades do poder público em diferentes áreas de atuação. Considerando a soma da primeira e da segunda opção dos entrevistados, os resultados foram: empregos (71%), saúde (48%), segurança (45%), economia (42%) e educação (38%). O superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra, destaca que, entre as prioridades para a melhoria do ambiente de negócios e para as próprias empresas, predominam fatores associados ao chamado Custo Brasil — conjunto de entraves estruturais, burocráticos e econômicos que elevam os custos de produção no país.
Repercussão na corrida presidencial
A pesquisa da CNI reforça as propostas que a entidade apresentou nesta segunda-feira (22) a pré-candidatos à Presidência da República e lideranças empresariais durante o evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Segundo Márcio Guerra, o encontro permite aproximar os pré-candidatos das demandas do setor industrial e apresentar as prioridades consideradas fundamentais para a construção de um país mais competitivo e desenvolvido nas próximas décadas.