Introdução
Nas eleições gerais de 2026, o Senado Federal passará por uma renovação sem precedentes, com dois terços das 81 cadeiras em disputa. 54 vagas serão decididas em outubro, e entre os ocupantes atuais, 13 senadores não concorrem a nenhum cargo, deixando espaço para novos representantes a partir de janeiro de 2027. A lista, divulgada pela Agência Senado, revela a magnitude da mudança que se aproxima.
Os senadores que deixam o cargo
Os 13 senadores que não disputarão nenhuma posição incluem nomes de destaque de diversos estados e partidos: Confúcio Moura (MDB‑RO), Irajá (PSD‑TO), Sargento Reginauro (PSDB‑CE), Fernando Dueire (PSD), Jorge Kajuru (PSB‑GO), Jayme Campos (União‑MT), Rodrigo Pacheco (PSB‑MG), Giordano (Podemos‑SP), Flávio Arns (PSB‑PR), Oriovisto Guimarães (PSDB‑PR), Luiz Carlos Heinze (PP‑RS), Paulo Paim (PT‑RS) e Ivete da Silveira (MDB‑SC). Dentre esses, nove são titulares e quatro exercem o mandato como suplentes, o que significa que nenhuma dessas cadeiras permanecerá com o mesmo titular em 2027.
Senadores que buscam outras funções
Além daqueles que deixam o Senado, cinco membros atuais participam das eleições em busca de cargos distintos. Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) corre pela Presidência da República, enquanto Marcos Rogério (PL‑RO) disputa o governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL‑DF) e Roberta Acioly (Republicanos‑RR) concorrem a deputado federal, e Mara Gabrilli (PSD‑SP) busca uma vaga de deputada estadual.
Suplentes em disputa
Entre os atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa, sete são suplentes. Além de Dra. Eudocia (PSDB‑AL), que já atuou como primeira suplente, participam: Sargento Reginauro (PSDB‑CE), Fernando Dueire (PSD‑PE), Carlos Portinho (PL‑RJ), Roberta Acioly, Ivete da Silveira (MDB‑SC) e Giordano (Podemos‑SP). Dentre esses, quatro não concorrem a nenhum cargo, dois buscam outras funções, e Carlos Portinho tenta a reeleição para o Senado. Essa dinâmica de suplentes pode alterar significativamente a composição da Casa.
Novos titulares em três estados
Os estados de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul serão os palco de novos titulares nas duas cadeiras em disputa em 2026. Nenhum dos atuais ocupantes permanecerá como titular dessas vagas a partir de 2027. No Paraná e no Rio Grande do Sul, os quatro senadores em exercício não são candidatos à reeleição. Em São Paulo, Giordano não participa da disputa, enquanto Mara Gabrilli busca uma vaga na Assembleia Legislativa. Assim, os três estados terão novos ocupantes nas duas cadeiras que serão renovadas.
Conclusão
A renovação do Senado em 2026 promete transformar a bancada, abrindo espaço para novas lideranças e realinhando blocos partidários. A ausência de 13 senadores e a busca de outros por cargos federais ou estaduais indicam um cenário de reconfiguração política, que pode influenciar decisões sobre reformas, políticas públicas e o equilíbrio de poder entre os partidos. Os eleitores, portanto, têm em mãos a oportunidade de escolher representantes que reflitam suas expectativas em meio a um panorama político em constante evolução.