O setor de cruzeiros brasileiro entra em nova fase com a temporada que começa no fim de outubro, trazendo um aumento de 24% na oferta de leitos em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Ministério do Turismo (MTur), a operação contará com mais de 831 mil vagas distribuídas em oito navios que atuarão ao longo da costa nacional.
Para 2026/2027, o itinerário será composto por 675 escalas e 187 roteiros, e o órgão estima que a estrutura deverá superar o impacto econômico do ciclo anterior, que movimentou R$ 4,28 bilhões na economia do país.
“O turismo de cruzeiros gera resultados concretos para os destinos das rotas marítimas brasileiras. É um setor que fortalece pequenos negócios e cria oportunidades em várias frentes”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante uma visita técnica ao Porto do Recife (PE), nesta quinta-feira (3).
O terminal da capital pernambucana será a porta de entrada principal dos meganavios internacionais da nova temporada. O primeiro navio a atracar será o Buenavista, da empresa Corazul Cruzeiros, marcando a primeira vez que a companhia opera em águas brasileiras. A atracação está prevista para o dia 31 de outubro, com 2.014 passageiros e 751 tripulantes a bordo.
Durante o encontro com representantes do setor turístico pernambucano, Feliciano destacou a expectativa de ampliar, ao longo do tempo, o potencial turístico de Recife e fortalecer o setor no estado. “A expectativa é que a gente possa, exatamente, através do pontapé inicial aqui do Recife com a chegada desses navios, poder aumentar o fluxo e a frequência de navios a partir de Recife, para que essa temporada seja mais potencializada”, afirmou.
Embora os turistas permaneçam no porto por apenas algumas horas antes de seguirem viagem, o ministro ressaltou que o retorno desses visitantes à região depende de esforços conjuntos do MTur e dos profissionais que atuam no setor turístico local. “A partir dessa primeira experiência, a gente espera que o turista possa criar um elo de relação com aquele roteiro, com aquela rota. Então ele vai vir para o Recife, talvez conheça algumas coisas por perto, mas cabe exatamente a quem faz o turismo de Pernambuco, e nós do ministério, divulgar o resto do estado, as belezas naturais que se tem no litoral sul, no litoral norte, que tem no interior do estado, para que exatamente ele tenha esse conhecimento e possa retornar e regressar”, destacou o chefe da pasta.
Movimentação nos destinos
A alimentação, comércio, transporte, passeios e hospedagem lideram a lista de serviços beneficiados pelos gastos de passageiros e tripulantes no fomento às economias locais.
Nas cidades de escala, o gasto médio gerado por cada cruzeirista é de R$ 800,98. Já nos destinos de embarque e desembarque, onde a permanência e o consumo são maiores, a média chega a R$ 962,55 por passageiro.
O setor também traz benefícios significativos para o mercado de trabalho. Na temporada 2025/2026, o segmento foi responsável pela criação de 64.529 postos de trabalho — dos quais 63.321 correspondem a empregos diretos e indiretos na cadeia produtiva.