Em meio ao feriado nacional, o Brasil viu se movimentar em todo o território manifestações de grupos de direita e de esquerda, cada um com suas pautas e críticas específicas. Enquanto a oposição à gestão de Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF) dominou as ruas de São Paulo e de outras capitais, movimentos sociais exigiram direitos trabalhistas, saúde pública e combate à violência contra mulheres.
Tumulto na Paulista
Na Avenida Paulista, a maior concentração de protestantes ocorreu em torno de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Ao lado de Michelle Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas, ele gritou “Fora Lula e fora Moraes”, mobilizando cerca de 28,5 mil pessoas, segundo estimativas do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common.
Durante a manifestação, os manifestantes exigiram a destituição do ministro do STF Alexandre de Moraes, acusado de “contaminar a Corte”. A tensão aumentou após a divulgação de mensagens atribuídas a Moraes e a Daniel Vorcaro, o que motivou o apoio a André Mendonça, figura de oposição ao Supremo.
A Polícia Militar intensificou o policiamento na avenida, mas não registrou incidentes graves. Em um episódio na esquina da Rua Peixoto Gomide com a Alameda Santos, a PM e a Guarda Civil Metropolitana separaram grupos de diferentes orientações políticas, enquanto vídeos nas redes sociais mostravam o uso de bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
Outros atos com presença de candidatos à Presidência
Além de São Paulo, outras cidades receberam protestos de candidatos que criticaram Lula e o STF. No Obelisco do Ibirapuera, Renan Santos (Missão) discursou contra a elite, enquanto Romeu Zema (Novo) caminhou pela avenida e denunciou as decisões monocráticas do STF. Em Goiânia, Ronaldo Caiado (PSD) fez um desfile cívico na Avenida Tocantins, acusando Lula de entregar o país ao crime organizado.
No Rio de Janeiro, Augusto Cury (Avante) liderou uma caminhada em Copacabana, defendendo a transparência na Suprema Corte e exigindo investigação de todos os funcionários públicos.
Em Brasília, protestos paralelos ao desfile de 7 de Setembro pediram a saída de Lula e de Moraes e criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por não promover um pedido de impeachment contra o ministro. Um dos protestos ocorreu em frente ao Banco Central e o outro na Funarte, com a participação de candidatos do Novo e do PL.
Atos da esquerda pelo país
Movimentos de esquerda, como o Grito dos Excluídos e Excluídas, organizaram manifestações em várias capitais, incluindo São Paulo, Recife, Salvador e Porto Alegre. Na Praça da Sé, em São Paulo, os manifestantes exigiram o fim da escala 6×1, a defesa do SUS, investimentos em educação pública e o combate ao feminicídio, racismo e LGBTfobia.
O movimento, que tem como lema “Vida em Primeiro Lugar!”, reafirmou em 2026 a frase “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. As ações abordaram moradia, trabalho, saúde, educação e críticas à desigualdade social e à violência contra mulheres.
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