Quarta-feira 10 traz movimento nos preços de commodities na capital paulista
Na quarta-feira (10), o preço do café arábica abriu em alta de 0,72 %, sendo negociada a R$ 1 647,29 por saca de 60 kg em São Paulo. O café robusta também registrou aumento, passando a R$ 996,90, com variação diária de 1,64 %. O açúcar cristal apresentou valorização, sendo cotado a R$ 118,28 por saca de 50 kg, enquanto o milho de 60 kg foi vendido a R$ 70,52, refletindo queda de 0,54 %.
Os dados, provenientes do Cepea, mostram que o café arábica sofreu recuo de 5,79 % em relação ao mês anterior, apesar da alta diária. Já o robusta teve queda de 2,47 % no mês, indicando pressão de oferta e menor demanda internacional. O açúcar, por outro lado, subiu 3,98 % no mês, impulsionado pela expectativa de aumento da produção no Brasil e pela valorização do real frente ao dólar, que ficou em 23,15 US $ na última cotação.
Em Santos, a saca de açúcar cristal atingiu R$ 131,07, com variação de 1,71 % em relação ao dia anterior, refletindo a diferença de preços entre a capital e o porto de exportação. O milho manteve-se estável, com variação de 0,41 % no mês, enquanto o preço em dólar subiu levemente para 13,80 US $.
O cenário global também influencia esses preços. A demanda chinesa por café arábica permanece robusta, mas a oferta interna de grãos de qualidade ainda enfrenta desafios climáticos, principalmente em Minas Gerais e São Paulo, onde a produção pode ser afetada por estiagem. A robusta, cultivada majoritariamente no Espírito Santo e Rondônia, tem sofrido pressão de preços devido à concorrência de grãos de alta qualidade para blends e à expectativa de aumento de produção nos Estados Unidos.
Para o açúcar, a expectativa de aumento de produção no Brasil, combinada com a queda do real, tende a manter a alta de preços no curto prazo. Já o milho, que serve tanto para consumo interno quanto para exportação, pode experimentar variações de preço mais voláteis em função das condições climáticas no Mato Grosso e no Paraná.
Em suma, os preços de café, açúcar e milho continuam sensíveis a fatores internos e externos. O mercado deve acompanhar de perto as previsões climáticas e os indicadores de demanda internacional para avaliar possíveis ajustes nos preços nas próximas semanas.