Os preços da soja e do trigo seguem tendências divergentes no Paraná
A saca de 60 quilos da soja inicia esta terça-feira (15) com aumento no interior do Paraná e redução na região litorânea de Paranaguá. No mercado paranaense, o grão apresenta alta de 0,05%, com a saca negociada a R$ 152,90. Em Paranaguá, a alta foi de 0,07%, levando a cotação para R$ 160,44.
No cenário do trigo, a dinâmica é oposta. Enquanto no Paraná a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.504,29, no Rio Grande do Sul o produto é vendido a R$ 1.357,21, refletindo uma queda de preço na região sul do estado.
Os dados, provenientes do Cepea/ESALQ, mostram que a soja manteve um desempenho estável, com variação mensal de 1,05% no interior e 0,63% em Paranaguá. Já o trigo registrou crescimento de 3,29% no Paraná, evidenciando uma valorização significativa em relação ao mês anterior, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou apenas 0,61% de variação mensal.
Essas flutuações têm impacto direto nos produtores e nas cadeias de abastecimento. No interior do Paraná, o leve aumento na soja pode refletir expectativas de melhor safra e demanda internacional, enquanto a valorização do trigo no estado aponta para pressão de oferta ou custos de produção mais altos.
Para os agricultores, a diferença de preços entre regiões pode influenciar a escolha de cultivo, especialmente em áreas que têm capacidade de produzir ambos os grãos. A diversificação pode ser uma estratégia para mitigar riscos de mercado.
Além disso, a estabilidade dos preços da soja, com variação diária de apenas 0,05%, sugere que o mercado está em equilíbrio, mas a queda de 0,07% em Paranaguá indica que fatores locais, como condições climáticas ou logística, podem afetar a oferta.
Em síntese, a semana de 15/09/2026 demonstra que, apesar da predominância de preços estáveis na soja, o trigo continua a apresentar oscilações mais acentuadas, exigindo atenção constante de produtores, investidores e formuladores de políticas públicas para garantir a segurança alimentar e a rentabilidade no setor agrícola.
Os dados são do Cepea.