Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept

FolhaMG

Notícias de Minas Gerais de do mundo

Reading: Câmara abre debate sobre voto distrital misto para 2034
Share
Font ResizerAa
Font ResizerAa

FolhaMG

Notícias de Minas Gerais de do mundo

Follow US
Política

Câmara abre debate sobre voto distrital misto para 2034

Last updated: outubro 30, 2026 8:18 am
Divergente Importador
Published: outubro 30, 2026
Share
Câmara abre debate sobre voto distrital misto para 2034
SHARE

Proposta de Emenda à Constituição

A Câmara dos Deputados iniciou um debate sobre a reforma do sistema eleitoral brasileiro, focando no voto distrital misto. A proposta, apresentada como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), estabelece um período de transição até 2030, com a plena implementação prevista para as eleições de 2034. O objetivo declarado é reforçar a segurança jurídica, a isonomia e o respeito à escolha do eleitor.

Índice
Proposta de Emenda à ConstituiçãoDiálogo entre partidosContexto de distanciamentoComo funciona o voto distrital mistoAtual sistema proporcionalRedução de custos de campanhaListas partidáriasParticipação femininaConclusão

Diálogo entre partidos

No encontro de quarta-feira (28), o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) informou que um bloco de partidos de centro se reuniu para discutir a PEC. A partir das decisões desse grupo, pretende-se ampliar o diálogo com a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o PSOL, o PL e o Nova. Motta ressaltou que a Câmara buscará uma votação no mesmo ano, visando colocar a discussão em pauta para 2034, após a eleição de 2030 que funcionará como fase de transição.

Contexto de distanciamento

O levantamento do Datafolha revela que 67% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado federal nas eleições de 2022, e a taxa de esquecimento sobe para 66% quando se trata de senadores e deputados estaduais. Esse afastamento entre eleitores e representantes reforça a necessidade de um modelo que torne o vínculo mais palpável.

Como funciona o voto distrital misto

O voto distrital divide a unidade eleitoral em distritos, nos quais os candidatos concorrem diretamente pelos votos dos eleitores da região. Em um modelo puro, cada distrito elegeria um único representante. No modelo misto, parte das vagas é preenchida por candidatos eleitos nos distritos, enquanto a outra parte é distribuída proporcionalmente aos votos dos partidos. O Projeto de Lei 9.212/2017 prevê a adoção desse sistema para vereadores, deputados estaduais, deputados distritais e deputados federais.

Atual sistema proporcional

Atualmente, além do sistema majoritário usado em eleições para senadores e chefes do Poder Executivo, o Brasil utiliza o sistema proporcional em câmaras municipais, assembleias legislativas estaduais, Câmara Legislativa do Distrito Federal e Câmara dos Deputados. A distribuição das vagas baseia-se no quociente eleitoral, que resulta da divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. A CACB argumenta que esse modelo contribui para uma crise de representatividade, pois dificulta a identificação de um vínculo direto entre eleitor e parlamentar.

Redução de custos de campanha

Um dos argumentos a favor do voto distrital misto é a possibilidade de diminuir os gastos eleitorais. No sistema proporcional atual, candidatos a deputado estadual ou federal precisam realizar campanhas em diversas regiões do estado, aumentando despesas com deslocamentos e divulgação. O voto distrital concentra a disputa em uma área geográfica menor, permitindo um uso mais eficiente dos recursos.

Listas partidárias

Na proposta, o eleitor teria dois votos: um para escolher o candidato de seu distrito e outro para votar em um partido. O primeiro voto determina o representante eleito diretamente pela região, enquanto o segundo influencia a distribuição proporcional das cadeiras. Os partidos apresentariam listas ordenadas, e a posição de cada nome na lista decidiria quem ocuparia as vagas conquistadas. Esse mecanismo pode aumentar o poder das direções partidárias, favorecendo a oligarquização das listas, segundo o cientista político André César.

Participação feminina

A CACB propõe que, a cada três nomes nas listas partidárias, pelo menos uma posição seja reservada para uma mulher, com alternância na ordem de preferência para ampliar as chances de eleição. A entidade também recomenda critérios rigorosos de seleção, que levem em conta a representatividade e a capacidade de atuação política, em vez de depender apenas da popularidade nas redes sociais.

Conclusão

A discussão sobre o voto distrital misto reflete um esforço conjunto de partidos, entidades empresariais e especialistas para renovar o vínculo entre eleitores e representantes. Se implementado, o modelo pode trazer maior transparência, reduzir custos de campanha e fortalecer a representatividade, especialmente se acompanhado de mecanismos que garantam a diversidade de gênero e a participação de diferentes regiões do país. O caminho, porém, passa por debates profundos e pela construção de consensos que assegurem a legitimidade e a efetividade da reforma.

Share This Article
Facebook Twitter Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Copy Link Print
Previous Article Mega da Virada 2026: Vendas Iniciam em 3 de Novembro com Prêmio Estimado em Mais de R Bilhão Mega da Virada 2026: Vendas Iniciam em 3 de Novembro com Prêmio Estimado em Mais de R$1 Bilhão
Nenhum comentário Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recent Posts

  • Câmara abre debate sobre voto distrital misto para 2034
  • Mega da Virada 2026: Vendas Iniciam em 3 de Novembro com Prêmio Estimado em Mais de R$1 Bilhão
  • Distribuição de boletins mensais sobre seca avança no PNPDC (quinta-feira (29))
  • Revengin lança Thunder Inside, single que transforma conflitos internos em força e superação
  • Ibovespa encerra em queda de 0,85% e mercado antecipa Copom (quinta-feira, 29)

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.
© 2016 O Divergente - Notícias entretenimento e atualidades do Brasil e do Mundo- Todos os direitos reservados

Powered by
►
Cookies necessários ativam recursos essenciais do site como logins seguros e ajustes de preferências de consentimento. Eles não armazenam dados pessoais.
Nenhum
►
Cookies funcionais suportam recursos como compartilhamento de conteúdo em redes sociais, coleta de feedback e ativação de ferramentas de terceiros.
Nenhum
►
Cookies analíticos rastreiam interações dos visitantes, fornecendo insights sobre métricas como número de visitantes, taxa de rejeição e fontes de tráfego.
Nenhum
►
Cookies de publicidade entregam anúncios personalizados baseados em suas visitas anteriores e analisam a eficácia das campanhas publicitárias.
Nenhum
►
Cookies não classificados são cookies que estamos em processo de classificar, junto com os provedores de cookies individuais.
Nenhum
Powered by
Bem vindo de volta!

Entre na sua conta