Estudo da Datafolha Mostra Que Mulheres Brasileiras Sofrem Menos Influência de Pessoas Proximas na Decisão de Voto
Uma pesquisa realizada pela Datafolha em julho de 2026 mostrou que as mulheres brasileiras são menos influenciadas por pessoas próximas na decisão de voto do que os homens. De acordo com o levantamento, 31% das eleitoras afirmaram que a opinião de amigos exerce algum grau de influência sobre seu voto, enquanto entre os homens, o percentual é de 40%.
Considerando o eleitorado brasileiro como um todo, 36% afirmaram que a opinião de outras pessoas influencia sua decisão nas urnas. Desse total, 16% dizem sofrer muita influência e 20%, pouca influência. A maioria, porém, 62%, afirma que a opinião de amigos próximos não interfere no voto.
Influência de Companheiros, Filhos e Escolaridade
A opinião de companheiros de relacionamento exerce algum grau de influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Entre os homens, 40% afirmam que o voto é influenciado pelo companheiro ou companheira, enquanto entre as mulheres, o percentual é de 36%.
Entre os eleitores que têm filhos com 16 anos ou mais, 36% dizem que os filhos exercem algum grau de influência sobre sua decisão de voto. A taxa é maior entre homens (40%) do que entre mulheres (33%). A influência também varia conforme a escolaridade: chega a 44% entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 39% entre aqueles com ensino médio e 30% entre os que têm ensino superior.
Influência de Jornalistas e Pessoas das Redes Sociais
Jornalistas e outras pessoas da imprensa exercem influência sobre o voto de 38% dos eleitores. Entre os jovens, o percentual é mais significativo: 54% dos eleitores de 16 a 24 anos afirmam sofrer algum grau de influência de jornalistas e pessoas da imprensa. O percentual cai para 45% na faixa de 25 a 34 anos e fica entre 32% e 35% nas faixas etárias mais avançadas.
Pessoas que os eleitores acompanham nas redes sociais influenciam o voto de 32% dos entrevistados. Entre os homens, o percentual é maior (36%) do que entre as mulheres (29%). A influência das redes também é mais expressiva entre os jovens: chega a 39% nas faixas de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos.
Influência de Líderes Religiosos
Líderes de igrejas apresentam o menor nível de influência entre os fatores analisados pela pesquisa. Ao todo, 23% dos eleitores dizem sofrer algum grau de influência dessas lideranças. A escolaridade é um dos fatores que mais diferenciam os resultados: entre eleitores que estudaram até o ensino fundamental, 30% afirmam que líderes religiosos influenciam sua decisão de voto.
A diferença também é pequena entre católicos e evangélicos: 24% dos católicos dizem sofrer influência de líderes religiosos, ante 28% dos evangélicos.