Impacto das chuvas na Região Sul
Entre julho e setembro de 2026, a Região Sul do Brasil foi palco de chuvas intensas e temporais que afetaram 2,2 milhões de pessoas, de acordo com a segunda edição do Boletim El Niño 2026/2027 da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O levantamento aponta que 419 municípios declararam situação de anormalidade e os danos somaram R$ 1,8 bilhão, representando cerca de 14% do total nacional de R$ 12,6 bilhões.
Os relatos incluem deslizamentos, alagamentos, inundações, vendavais, granizo e até um tornado em áreas do estado. No Paraná, as regiões norte e noroeste, bem como o Vale do Ribeira, foram as mais afetadas. Santa Catarina registrou danos no Planalto Norte e no Meio‑Oeste, enquanto o Rio Grande do Sul teve ocorrências em diversas áreas, sem detalhamento por município.
Em termos de custo, o Sul ficou em terceiro lugar entre as regiões brasileiras, atrás do Nordeste (R$ 5,7 bilhões) e do Sudeste (R$ 4 bilhões). Apesar de não haver distribuição detalhada dos prejuízos por estado, a cifra total demonstra a magnitude dos impactos.
O número de pessoas afetadas na região corresponde a aproximadamente 32% do total de 6,9 milhões afetados em todo o país. É importante notar que esse número não equivale ao de residentes que precisaram deixar suas casas, estimado em 87,7 mil no balanço nacional.
Para mitigar futuros desastres, a CNM recomenda que os gestores municipais revisem os planos de contingência, organizem abrigos e definam rotas de evacuação. A Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026, orienta ainda a mapear áreas de risco e aprimorar a comunicação com a população.
Esses eventos reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura resiliente e em sistemas de alerta precoce. A combinação de planejamento urbano sustentável com educação ambiental pode reduzir não apenas os prejuízos econômicos, mas também a vulnerabilidade das comunidades diante de eventos climáticos extremos.