Indústria Brasileira Registra Resultados Positivos em Junho, Mas Desaquecimento Continua
A indústria brasileira registrou resultados positivos em junho de 2026, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No entanto, as altas foram pequenas na comparação com maio e não mudaram o cenário predominante no primeiro semestre. Em relação ao mesmo período de 2025, a maioria dos indicadores apresentou queda, refletindo o desaquecimento da atividade industrial.
O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,8% na passagem de maio para junho de 2026, completando oito meses consecutivos sem resultados negativos. Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi de 7,3%. No entanto, o indicador acumulou queda de 1% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025.
Além disso, o emprego industrial recuou 0,4% em junho em relação a junho de 2025, e a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) da indústria de transformação caiu de 77,4% em maio para 76,8% em junho de 2026, uma redução de 0,6 ponto percentual.
A especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, afirma que a indústria permaneceu praticamente estável devido ao elevado patamar dos juros e ao endividamento da população. “Isso contribui muito para uma desaceleração da demanda e para um comportamento mais comedido dos investimentos e da expansão de plantas produtivas”, destaca.
A forte entrada de produtos importados, especialmente de bens de consumo, no mercado brasileiro também é um fator de pressão sobre a indústria. “Essa forte entrada de bens de consumo, e de outros bens também, acaba pressionando a capacidade dos empresários industriais de repassarem seus custos. Então, é um ambiente de bastante pressão sobre margens que os empresários também seguem enfrentando ao longo desse semestre”, afirma Larissa Nocko.
Em resumo, embora a indústria brasileira tenha registrado resultados positivos em junho, o desaquecimento da atividade industrial continua. A CNI afirma que a indústria permaneceu praticamente estável devido ao elevado patamar dos juros e ao endividamento da população, e que a forte entrada de produtos importados é um fator de pressão sobre a indústria.