Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta queda de casos de SRAG em 23 estados
Os mais recentes dados do Boletim InfoGripe da Fiocruz, referentes à semana epidemiológica 31 (2 a 8 de agosto), mostram que o número de casos de Síndrome Respiratória Grave (SRAG) apresenta tendência de queda ou estabilização em 23 das 27 Unidades da Federação (UF). Embora haja uma boa notícia, os estados de Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe são os únicos que mostram um leve sinal de crescimento.
Essa análise é importante, pois a SRAG é uma doença grave que pode ser causada por vários vírus, incluindo influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e Covid-19. A vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus que causam SRAG.
Alerta permanece em 14 UFs
Apesar da tendência de queda em 23 estados, ainda há 14 UFs com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Essas UFs são: Acre, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Cuidados respiratórios são essenciais
Os especialistas da FioCruz reforçam que é essencial que os moradores dos estados com alta de SRAG sigam tomando cuidados respiratórios, como uso de máscaras em postos de saúde, e em locais muito fechados e com aglomeração de pessoas. Além disso, é importante manter as mãos limpas e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Caso o isolamento não seja possível, a recomendação é sair de casa de máscara.
Período da sazonalidade da influenza A já se encerrou
A FioCruz destaca que o período da sazonalidade da influenza A já se encerrou, porém, mesmo com sinal de recuo, os casos graves pelo vírus seguem altos em Minas Gerais e Roraima. Já os casos graves por influenza B permanecem aumentando em alguns estados do Centro-Sul, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Cenário epidemiológico no país
Em 2026, já foram notificados 133.709 casos de SRAG, 53,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 18,6% foram de influenza A e apenas 5,2% de influenza B. Por outro lado, 42,2% foram de vírus sincicial respiratório, 30% de rinovírus e 4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).