Introdução
Em um movimento que visa superar a polarização política e promover um governo voltado para “todos”, o sistema do associativismo brasileiro liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) lançou um manifesto que pode ser assinado por pessoas físicas e empresas, mediante CPF ou CNPJ, via Rede Pauta Brasil. O site também exibe a lista de signatários que consentiram na divulgação de seus nomes.
Entre os apoiadores estão a Federação das Associações Empresariais do Maranhão (FAEM), a Associação Comercial e Empresarial do Espírito Santo (ACE-ES), a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo (Faciapes), a Associação das Empresas de Micro, Pequeno e Médio Porte do Estado do Rio Grande do Sul (Microempa), a Associação Comercial e Industrial do Amapá (ACIA) e diversas outras entidades de todo o país.
Convocação de Alfredo Cotait Net
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, que também lidera a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), pediu que as entidades do sistema associativista aderissem ao manifesto, enfatizando a importância de “dar as mãos e somar esse esforço” para fortalecer o futuro diálogo com o governo.
Visão de Guilherme Afif Domingos
O presidente emérito da CACB, Guilherme Afif Domingos, descreveu o documento como uma carta de princípios compartilhada pelo sistema associativista, destacando que “os princípios que norteiam a nossa ação” são os que guiam a participação das entidades.
Manifesto propõe união e defesa da liberdade econômica
O texto do manifesto defende a superação da polarização política, a construção de um Brasil mais unido e o diálogo entre diferentes grupos sociais. Ele argumenta que as divisões não contribuíram para resolver problemas como desemprego, custo de vida, educação e segurança, e que o país deve priorizar o interesse coletivo.
O documento coloca o cidadão no centro das ações do Estado, valoriza o trabalho, o empreendedorismo, a liberdade econômica, a propriedade privada e a geração de empregos, destacando trabalhadores, pequenos empresários, produtores rurais e profissionais liberais como agentes-chave do desenvolvimento.
O manifesto também ressalta a importância da independência e do respeito às atribuições de cada Poder da República, defendendo que Executivo, Legislativo e Judiciário atuem dentro dos limites constitucionais para fortalecer as instituições e aumentar a confiança da população e dos investidores.
Por fim, o documento descreve um Brasil com mais oportunidades de emprego, segurança, valorização do trabalho, melhores condições para pequenos empresários e respeito às diferenças de opinião, e convida lideranças que compartilham valores de liberdade, responsabilidade e trabalho a se unirem em torno de um projeto comum.
Entidades reforçam apoio ao manifesto
O presidente da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), Leonardo Miguel Severini, afirmou que a entidade está à disposição para contribuir com pautas de interesse do setor produtivo, destacando a importância de aumentar a produtividade por meio de infraestrutura, capacitação e desburocratização.
A presidente do Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), Ana Cláudia Badra Cotait, também celebrou a mobilização das entidades e manifestou apoio ao documento, prometendo ampliar a divulgação do manifesto para estimular novas adesões.
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Márcio Luís, enfatizou a necessidade de defender os interesses de trabalhadores, empresários e empreendedores, enquanto o presidente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), Elson Otto, afirmou que a entidade pretende difundir o manifesto por todo o estado.
Já o presidente da Associação Comercial de Maceió (ACMaceió), Kennedy Calheiros, ressaltou o princípio de união defendido pelo manifesto, destacando que “o Brasil é um só