Introdução
O cenário presidencial brasileiro se fecha para o segundo turno em 25 de outubro, quando senador Flávio Bolsonaro (PL) e presidente Lula (PT) disputarão a presidência com 47,03% e 45,16% dos votos válidos, respectivamente, uma diferença de apenas 1,87 ponto percentual.
Desenvolvimento
Com a margem estreita, as campanhas buscam ampliar sua base de apoio, contando com governadores eleitos, ex-candidatos à presidência e partidos que atuam como “palanques” capazes de mobilizar a estrutura partidária e o eleitorado local.
Até agora, vinte governadores foram eleitos no primeiro turno, um recorde desde a redemocratização, superando os 18 de 2010. O número pode chegar a 21 caso o TSE confirme a anulação dos votos de Garotinho no Rio de Janeiro, o que levaria Douglas Ruas (PL) a superar os 50% no primeiro turno e neutralizar a disputa contra Eduardo Paes (PSD).
Sete estados ainda têm segundo turno para governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Tocantins. O quadro favorece Flávio, que tem aliados diretos em cinco desses estados (Acre, Amazonas, DF, Espírito Santo e RJ), enquanto Lula conta com candidatos em quatro (Amazonas, DF, RJ e RN). No Tocantins, nenhum dos dois presidenciáveis tem candidato próprio; Flávio anunciou apoio à Professora Dorinha (União) e aguarda reciprocidade.
Estados-chave
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio se reuniram nesta terça-feira (6) para articular apoio formal de partidos à chapa do senador. O governador paulista foi reeleito com 62,65% dos votos válidos, 14.490.683 votos, enquanto Flávio obteve 51,93% dos votos presidenciais, contra 38,20% de Lula.
Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, a ausência de segundo turno em São Paulo prejudica ambos os candidatos. “A falta do palanque de Haddad afeta Lula, e a ausência de um segundo turno para Tarcísio de Freitas prejudica Flávio”, afirma.
Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) reeleito com 55,73% dos votos válidos, 4.599.047 votos, contra ACM Neto (União Brasil). Lula teve 66,16% dos votos no primeiro turno, mas caiu 4% em relação a 2022. Flávio, por outro lado, aumentou 4% sobre seu pai, Jair.
Em Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos) venceu o governo estadual com 55,4% dos votos válidos e 6.318.521 votos. No primeiro turno presidencial, Flávio superou Lula com